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Boletim da Minhoca
O Minhodic é uma seção do Portal da Minhoca que reúne os significados dos verbetes mais comuns ligados às minhocas e à minhocultura, publicados bimestralmente na seção "Dicionário" do Jornal da Minhoca.
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Letra M

  • Letra M
  • Verbetes iniciados em "M" relacionados com a terminologia particular da minhoca e da minhocultura.

MANUTENÇÃO – é o procedimento periódico de troca da solução conservante de minhocas fixadas em coleções que renova o poder de preservação — os líquidos conservantes são extremamente voláteis — e retorna à possibilidade original de visualização dos exemplares — partículas soltas do corpo das minhocas turvam os líquidos conservantes. Via de regra, a troca do álcool etílico (80%) é feita anualmente.

MARCAS PUBERTAIS - são quaisquer diferenciações que ocorrem nas paredes do corpo da minhoca em decorrência do processo de maturação sexual, como espessamento, saliências, sulcos, faixas, colorações etc. A marca pubertal de maior evidência no corpo da minhoca que se torna reprodutiva, especialmente na vermelha-da-califórnia (Eisenia andrei) é o clitelo, o espessamento esbranquiçado que surge próximo da cabeça.

MARICOLAE - é uma das três divisões da classe das minhocas, proposta pelo estudioso E. Claparéde, em 1862, que agrupa as espécies de acordo com o ambiente em que vivem: na água doce, na terra ou no mar. Os dois raros gêneros Paranais e Michaelsena, que têm espécies de minhoca particularizadas a viverem em ambientes marinhos tolerando a ampla variação de salinidade, representam bem a categoria Maricolae.

MATÉRIA ORGÂNICA - é a matéria constituída por organismos vivos, resíduos de plantas e animais pouco ou bem decompostos que variam conforme a estabilidade, susceptibilidade ou estágio de alteração. Formada pelo carbono associado ao hidrogênio e o oxigênio, a matéria orgânica é fator determinante na distribuição das espécies de minhocas conforme o hábito alimentar: geófagas, em substratos pouco providos, e as detritívoras, em abundantes.

MATÉRIA-PRIMA - são os resíduos orgânicos de origem vegetal ou animal utilizados para preparar o substrato na minhocultura para a produção de húmus e/ou minhocas. A matéria-prima precisa atender às exigências de fácil disponibilidade, custo baixo, rápida decomposição, boa assimilação pelas minhocas e bons resultados, e o tipo que melhor convém à atividade é o esterco bovino.

MATRIZ - é a minhoca selecionada para reprodução e geração de novos plantéis que deve se apresentar vigorosa e madura sexualmente com clitelo bem aparente. Comercializada a minhoculturas iniciantes, constitui-se um dos produtos mais lucrativos da atividade.

MECANORRECEPTOR – é um tipo de receptor nervoso sensorial que responde à pressão ou outro estímulo mecânico. As minhocas possuem mecanorreceptores por todo o corpo e desempenham papel importante em suas funções vitais: são eles, por exemplo, que percebem o envolvimento do corpo da minhoca com algum substrato que a deixa protegida contra o ressecamento e invulnerável ao ataque de predadores, como os pássaros.

MEGADRILI - grupo de famílias de minhocas que considera as características de comprimento e de habita das espécies. Esta divisão de taxonomia, embora ultrapassada, mas ainda de grande valia, reúne sempre minhocas compridas de famílias terrestres, como as latinas Glossoscolecidae, Megascolecidae e Eudrilidae e, às vezes, de famílias aquáticas, como as também neotropicais Alluroididae, Sparganophilidae e Almidae.

MELANINA - é um pigmento marrom-enegrecido produzido dentro do corpo da minhoca sob ação enzimática, que pode estar ligada ao sistema imunológico do anelídeo. Encontrada somente em minhocas mais idosas, a melanina é detectada, por exemplo, nas partes amarronzadas do corpo da espécie Eisenia fetida andrei com os recursos da microscopia eletrônica.

MERONEFRÍDIO - é o nome que se dá aos nefrídios túbulos excretores da minhoca, formados por um funil ciliado, o nefróstomo, e alças vascularizadas, onde à semelhança do rim humano, por filtração, reabsorção e secreção, forma-se a urina que será eliminada por poros situados próximos das cerdas, os nefridióporos de espécies de minhocas que possuem mais de dois pares por segmento do corpo.

MESÓFILO - é o tipo de microrganismo classificado por ter atividade favorecida em ambientes com temperatura entre 20 a 45 graus Celsius. Existem importantes espécies de bactérias, fungos e actinomicetos mesófilos que desempenham importante papel na decomposição e transformação dos resíduos orgânicos em substrato para as minhocas.

MESOHÚMICA - é a classificação entre as espécies endogéicas de minhocas que se alimentam nas camadas superficiais do solo, de onde ingerem partículas minerais e orgânicas indistintamente, não possuem pigmentação, controem túneis horizontais extensos e apresentam comprimento médio entre dez a vinte centímetros. A espécie rosa-mansa (Pontoscolex corethrurus) é uma das representantes de minhocas endogéicas mesohúmicas.

METÂMEROS - são os anéis, também chamados de somitas, que compõem toda a extensão da minhoca e apropriam-se, na maioria, de todas as funções vitais do corpo, variando em número, de acordo com a espécie, de 7 a 600 unidades. A vermelha da califórnia (Eisenia fetida), por exemplo, tem de 80 a 120 metâmeros.

METAPHIRE SCHMARDAE – é uma espécie de minhoca geófaga, epiendogéica, originária da Ásia oriental, disseminada na região tropical, com comprimento médio de dez centímetros quando adulta e corpo pigmentado em faixas transversais esverdeadas. Esta espécie tem potencial de utilização na minhocultura por possuir características apropriadas para pescaria, especialmente por ser extremamente agitada quando removida do substrato.

MICRODRILI - grupo de famílias de minhocas que considera as características de comprimento e de habita das espécies. Esta divisão de taxonomia, embora ultrapassada, mas ainda de grande valia, reúne sempre minhocas mais curtas e, na maioria, aquáticas, mesmo incluindo as famílias predominantemente terrestres Haplatoxidae e Enchytraeidae. As famílias Tubifidae, Naididae e Dorydrilidae são algumas representantes da divisão microdrili.

MINERALIZAÇÃO - é o processo que resulta, entre outros fatores, na transformação de nutrientes minerais em compostos de formas disponíveis pelas plantas. A atuação dos microorganismos e, especialmente, das minhocas, em restos orgânicos, colocam o nitrogênio, enxofre, fósforo e os micro-nutrientes em formas inorgânicas absorvíveis pelos vegetais.

MINHOBED - é o sistema de minhocultura em colchões plásticos desmontáveis apropriado para escalas maiores de produção de húmus e minhocas. Derivado do método de criação em caixas, o Minhobed não adota o peneiramento para separação de minhocas, dispensa as reidratações do substrato, protege as minhocas contra predadores, aproveita melhor a matéria-prima e se serve de outras tantas vantagens quando comparado ao método tradicional de canteiros.

MINHOBOX – é nome dado ao sistema de minhocultura vertical em caixas, criado em 1993 em Juiz de Fora, MG, com o intuito de dar soluções aos métodos convencionais de criação em canteiros e em recipientes improvisados, especialmente ao da separação dificultosa entre minhocas e o substrato consumido por elas. A empresa que o desenvolveu e o lançou no mercado possui o mesmo nome de Minhobox..

MINHOCA - animal com corpo longo e cilíndrico composto por muitos segmentos em forma de anel essencialmente semelhantes entre si, hermafrodita, que apresenta excreção por nefrídios, circulação sanguínea fechada e sistema nervoso do tipo escalariforme. As mais de 3000 espécies de minhocas vivem em ambientes úmidos, possuem muito menos cerdas que seus primos anelídeos, respiram por poros localizados no dorso da pele e podem medir de 1mm até 3,2m de comprimento.

MINHOCA-PRETA - é o nome comum dado a minhoca da famí-lia Glossoscolecidae e do gênero Andiorrhinus de pigmentação marrom enegrecido que ocorre nas camadas superiores do solo bem provido de matéria orgânica, como a terra-roxa dos estados sulistas do Brasil. Epigéica, essa espécie se serve da autotomia, a auto-amputação da cauda para se livrar do ataque eventual de inimigos naturais ou mesmo da captura do homem.

MINHOCA-SERINGA - é o nome vulgarmente dado a uma espécie de minhoca que ocorre nos solos australianos de Nova Gales por causa de sua maneira peculiar de se proteger de seus inimigos naturais: o esguicho de um líquido repulsivo solto através de seus poros dorsais traseiros que alcança até 40 centímetros. A minhoca-seringa (Didymogaster sylvaticus) tem cor roxo-avermelhada e pode atingir o comprimento de até 25 centímetros.

MINHOCÁRIO - é o estabelecimento onde se criam as minhocas geralmente situado próximo de uma fonte de matéria-prima, que compreendem também o local de preparo do substrato e a instalação de beneficiamento e embalagem dos produtos da minhocultura. O setor de produção do minhocário no Minhobox é sempre instalado. Em galpões fechados que impossibilitam a incidência de luz solar e ventilação excessiva, podendo ser aproveitados, aviários, casas, estábulos, paiós e outras construções desocupadas.

MINHOCUÇU – é nome que se dá no Brasil à espécie de minhoca geralmente endogéica e endêmica de regiões restritas que atinge o comprimento superior a trinta centímetros na fase adulta. A palavra minhocuçu provém da língua indígena tupi-guarani e é formada pelo sufixo “açu” que exprime grandeza. O Rhinodrilus alatus é uma espécie que ocorre em Minas Gerais e é um minhocuçu por medir mais de um metro de comprimento.

MINHOCUÇU-MINEIRO – é a espécie de minhoca endogéica, de atividade sazonal, endêmica do bioma cerrado da região central de Minas Gerais, que pode atingir mais de um metro de comprimento. Admirado por pescadores como isca, o Rhinodrilus alatus é extraído indiscriminadamente há mais de setenta anos, gerando impacto ambiental e conflito entre capturadores socialmente desfavorecidos e proprietários da terra em que vive.

MINHOCULTOR - é a designação dada à pessoa que se dedica à criação de minhocas e a explora comercialmente através da venda dos produtos da atividade: matrizes, húmus, iscas e farinha de minhocas. O minhocultor, que nem sempre é um produtor rural, geralmente se ingressa neste ramo atraído pela rentabilidade relativamente elevada, por já dispor dos requerimentos de implantação, como matéria-prima, instalações, e por buscar uma forma de ocupação alternativa.

MINHOCULTURA - é a criação com fins econômicos das "espécies comerciais" de minhocas — no Brasil, a vermelha da califórnia (Eisenia fetida) e gigante africana (Eudrilus eugeniae) — que gera produtos como húmus, iscas para pescaria, farinha de minhocas, matrizes e dieta viva animal. A criação de minhocas, atividade difundida mundialmente, utiliza resíduos orgânicos como matéria-prima, principalmente provindos de restos vegetais e dejetos animais.

MINHOTÚNEL - é um tipo de abrigo plástico, durável, econômico e desmontável, com área padrão de cento e oito metros quadrados apropriado para comportar o sistema Minhobed de criação de minhocas com até dezoitos colchões plásticos. Ao contrário das estufas de emprego agrícola, o Minhotúnel, coberto por um filme plástico branco, não tem a finalidade de retenção do calor e propricia o conforto térmico requerido pela minhocultura.

MINI-ESTUFA - é a unidade de produção do sistema de minhocultura MINHOTÚNEL, que utiliza armações encapadas com tecido especial que protege contra o ressecamento, impede a incidência luminosa e confere conforto térmico às minhocas. Vertida para a obtenção de húmus ou minhocas, a mini-estufa, que é móvel, sobrepõe-se a um colchão telado durante a humificação, preenchido com as minhocas e o substrato.

MOELA - é uma acentuada dilatação do tubo digestivo da minhoca em forma de sino voltada para trás, onde o alimento, depois de ter sido armazenado no papo, é ingerido e esmagado antes de entrar no intestino. Se o trato digestivo contiver terra, como ocorre nas espécies geófagas, as partículas de areia contribuirão no processo de trituração, transformando-o em uma massa homogênea e semi-líquida.

MOELA ESOFÁGICA – é o tipo de moela — a dilatação do tubo digestivo da minhoca em forma de sino voltada para trás, onde o alimento, depois de ter sido armazenado no papo, é ingerido e esmagado antes de entrar no intestino — que, segundo à posição, se localiza anteriormente, no esôfago. Espécies latino americanas da família Glossoscolecidae, como a rosa-mansa (Pontoscolex corethrurus), por exemplo, tem moela esofágica.

MOELA INTESTINAL – é o tipo de moela — a dilatação do tubo digestivo da minhoca em forma de sino voltada para trás, onde o alimento, depois de ter sido armazenado no papo, é ingerido e esmagado antes de entrar no intestino — que, segundo a posição, se localiza entre o esôfago e intestino. Também chamada de posterior, esse tipo de moela ocorre nas espécies da família Lumbricidae.

MONÓLITO – é o nome que se dá à amostra coletada de um solo em investigações da macrofauna edáfica, especialmente de minhocas, através do método qualitativo e quantitativo denominado TSBF (Tropical Soil Biology and Fertility), desenvolvido em 1993 por Anderson e Ingram. Medindo 30cm de altura e 25cm de largura e comprimento, o monólito é recolhido num transepto do solo de 50 a 100 m de comprimento para depois ser reduzido em extratos menores e levado ao laboratório.

MORREN - é o nome dado aos 3 pares de glândulas calcíferas que controlam o metabolismo do cálcio, localizadas na parede do esôfago, com grande habilidade de acumular nódulos de carbonato de cálcio. Elas secretam um líquido leitoso rico em cálcio que neutraliza a acidez excessiva dos alimentos ingeridos.

MUCOCITOS - são corpos lenticulares que dão a propriedade viscosa ao líquido celomático, o fluido que preenche a cavidade corpórea da minhoca secretado permanentemente por glândulas da epiderme e importante na locomoção, reprodução e respiração do anelídeo. Os mucocitos são os responsáveis por deixarem pegajosas as mãos do pescador que usa minhocas como iscas em suas pescarias.

 

Afrânio Augusto Guimarães - zootecnista / MINHOBOX

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