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ATUAÇÕES

           Desde 1993, a Minhobox concentra suas atividades no âmbito da minhocultura, implantando minhocários em vários países, participando de cursos e simpósios na área, associando suas pesquisas com universidades, repassando suas técnicas a estrangeiros, introduzindo novas espécies de minhocas com potencial de exploração, colaborando com publicações do ramo, desenvolvendo novos equipamentos e criando meios eletrônicos de controle zootécnico de seus minhocários.

Identificação de Eisenias

  • Identificação de Eisenias
  • Minhobox apóia pesquisa mundial em identificação das espécies Eisenia fetida e Eisenia andrei através de DNA.

Quando se refere a uma dessas duas espécies, seja no meio científico ou na minhocultura, essas minhocas são quase sempre tratadas como Eisenia fetida. Via de regra, o equívoco consiste em atribuir nome trocado — a espécie em questão é a Eisenia andrei, mas foi tratada como Eisenia fetida — ou em não se discriminar as espécies — qualquer uma delas se denomina cientificamente por Eisenia fetida.

A controvérsia é histórica: as duas espécies já foram discriminadas como duas raças de Eisenia fetida e até como duas subespécies, Eisenia foetida foetida e Eisenia foetida unicolour. Eisenia foetida, aliás, é uma denominação incorreta, muito citada pela literatura, e não admitida por taxônomos de oligoquetas. A Eisenia fetida foi descrita em 1826 por Savigny,J.C. e a Eisenia andrei por Bouché M.B., em 1972. Em conformidade com as definições biológicas de espécie, E. fetida e E. andrei são duas espécies biologicamente diferentes porque os cruzamentos entre ambas não geram descendentes viáveis.

Muito conhecidas por serem as espécies mais adotadas na minhocultura universal e as principais criaturas usadas como bioindicadoras em experimentos de ecotoxicologia, as duas espécies da família Lumbricidae possuem semelhanças morfológicas, fisiológicas e comportamentais, sendo dignas de toda a confusão.

Embora os testes ecotoxicológicos aludam principalmente ao uso da espécie Eisenia fetida como biodindicadora, identificá-la como a outra espécie de mesmo gênero, a Eisenia andrei, é muito comum. Mesmo que filogeneticamente muito semelhantes — presume-se que ambas as espécies comportem igualmente em relação ao fator contaminante — os laboratórios ecotoxicológicos geralmente se equivocam ao tratarem as duas “primas” como sendo Eisenia fetida. Alguns métodos internacionalmente reconhecidos que norteiam os testes de ecotoxicologia ainda consideram a Eisenia andrei e Eisenia fetida como sendo duas sub-espécies, sem adotarem a classificação atualizada que já as discrimina como duas espécies distintas.

Para tentar estabelecer clareza na identificação das duas espécies, os pesquisadores europeus por Dr. Jörg Römbke e Dr. Anja Coors recolheram amostras dos principais laboratórios de todo o mundo e puseram à prova a denominação presumida por eles. Diferentemente dos métodos convencionais de taxonomia para discriminar as minhocas, usou-se o barcoding, um novo tipo de tecnologia de detecção biológica do DNA que utiliza partículas de ouro em nanoescala e partículas magnéticas em microescala para identificar criaturas.

O Experimento foi intitulado de EBI, sigla de “The Eisenia Barcoding Initiative”, que em inglês sumariza a iniciativa de identificar as espécies do gênero Eisenia através do método Barcoding. Amostras de minhocas Eisenia sp foram enviadas de 28 laboratórios universitários, governamentais e particulares de cinco continentes, incluindo o da Minhobox no Brasil, para a ECT Oekotoxikologie GmbH , a sede do experimento em Frankfurt, na Alemanha. Lá, as minhocas eram fotografadas, fragmentadas para se remover e manter cópias das amostras e redespachadas para 5 laboratórios especializados em Barcoding, sediados em Bruxelas, na Bélgica, Frankfurt, na Alemanha, Guelph no Canadá, Vigo e Corunha na Espanha.

Ao se comparar os pareceres prévios dos 28 laboratórios sobre a identificação taxonômica de suas minhocas com a análise de DNA barcoding, todos os indivíduos inicialmente identificados como E. andrei tinham realmente a mesma denominação científica. No entanto, apenas 56% dos indivíduos que se acreditava ser Eisenia fetida tinham esta identificação acertada e 44% foram geneticamente reconhecidos como Eisenia andrei.

 

O pôster do trabalho foi apresentado na 24ª Conferência Anual Européia da Sociedade de Toxicologia e Química Ambiental, em maio de 2014, na Suíça, e no Simpósio Internacional em Ecologia de Minhocas, em junho do mesmo ano, nos Estados Unidos. Clicando na imagem ao lado, se pode acessar o pôster. O Minholab, o laboratório da Minhobox, foi discriminado no experimento sob o código 39.

 

A identificação das amostras feitas pelo zootecnista da Minhobox, Afrânio Augusto Guimarães, se confirmou unanimamente pelos laboratórios contratados pelo experimento: a discriminação de exemplares puros da espécie Eisenia andrei e Eisenia fetida mantidos no biotério da empresa foi ratificada pelos cinco centros de pesquisa selecionados pelo EBI.

 

A diferenciação entre elas pode se basear preliminarmente na cor de suas cutículas. As listras de cor esverdeada evidenciadas entre os segmentos caracterizam a espécie abaixo, Eisenia fetida. A tonalidade mais uniformemente avermelhada é característica diferencial da espécie Eisenia andrei, acima.

 

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