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Boletim da Minhoca

Minhocário 1990

A área reservada para abrigar o minhocário e o setor de preparo da matéria-prima foi gerada a partir do corte em um barranco. No dia da implantação, na parte posterior do terreno, estacas foram cravadas no solo para receber os arcos do Minhotúnel e, logo à frente, o espaço vazio seria preenchido com as leiras de esterco.

 

 

A principal matéria-prima que supre o minhocário é produzida por uma cunicultura situada ao lado dele, na mesma propriedade. O esterco de coelhos criados em gaiolas suspensas é periodicamente recolhido por raspagem e levado em carrinhos de mão até o criatório para ser tratado e se converter em alimento para as minhocas.

 

 

No sítio, há também alguns bezerros e vacas mantidas para produzir leite que também geram esterco para abastecer o minhocário. O curral está localizado em frente à criação de minhocas, facilitando o transporte do resíduo orgânico que, depois de recolhido ainda fresco, é imediatamente organizado em montes compridos para se submeter ao tratamento.

 

São três tipos de resíduos orgânicos que compõem a matéria-prima deste minhocário, tratados separadamente e de maneiras diferenciadas: o esterco bovino, o esterco de coelhos e as folhas de eucalipto. Para melhorar a granulação fina que ganha o esterco de coelho depois de tratado, misturam-se restos vegetais semi-decompostos.

 

 

As UPHs (Unidades de Produção priorizadas para obter Húmus) do Minhobed são preenchidas paulatinamente durante os primeiros quatro meses depois da implantação. Fazendo a incubação dos casulos de duas colônias-mães e desenvolvendo os filhotes eclodidos, duas colônias-mães são multiplicadas em volume suficiente para povoar todo o minhocário.

 

 

Manejado por um único funcionário, o minhocário com três UPHs constituído por dezoito colchões é suprido por doze metros cúbicos de substrato e produz seis toneladas de húmus a cada trinta dias. A área que abriga a cobertura plástica e o pátio de preparo da matéria-prima possui duzentos e vinte metros quadrados.

 

 

O Minhotúnel foi estrategicamente dimensionado para abrigar três UPHs com dezoito colchões. Com seis metros de largura e dezoito metros de comprimento, o abrigo dispõe de espaço satisfatório às tarefas de rotina, como as práticas de enchimento e esvaziamento dos colchões, da transferência das minhocas entre tabuleiros e da colheita de húmus.

 

 

Uma pequena instalação foi construída próxima do minhocário para o beneficiamento, o estoque e a embalagem do húmus. Nesta cobertura, o húmus recém-colhido é mantido em sacos de ráfia para, depois de se ajustar sua umidade para beneficiamento, ser peneirado numa máquina elétrica e poder ser embalado em sacos plásticos definitivos.

 

 

O principal produto deste minhocário é o húmus puro que é ensacado em embalagens rotuladas de três pesos: dois, cinco e vinte e cinco quilos. O húmus com granulação mais grossa, escoado pela malha mediana da peneira elétrica, se torna ingrediente da terra vegetal, uma mistura que tem mercado expressivo e é usado para formar novos vasos e jardineiras.

 

Afrânio Augusto Guimarães – zootecnista / MINHOBOX
Jornal da Minhoca - edição 67 - dezembro de 2013
Atualizada em julho de 2017
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