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DA MINHOCA Produtos
para a minhocultura
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MINHOBOX
Minhocultura
em
caixas |
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Minhocultura
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JORNAL
DA MINHOCA Periódico
da minhocultura |
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| GADO
HOLANDÊS - Minhoca, sinal de lucro para criadores
de gado (janeiro de 2004) |
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Na
natureza nada se perde, nada se cria; tudo se transforma.
Com uma pequena ajuda do produtor rural, a velha
máxima de Lavoisier pode acabar inspirando
numa nova fonte de renda nas fazendas, tanto de
gado leiteiro quanto de corte, com a utilização
de parte do esterco bovino que não é
aproveitado como fertilizante nas plantações.
Com um investimento de baixíssimo custo,
esse excedente pode se transformar numa matéria-prima
que vai dar origem a um novo negócio, a minhocultura.
O
esterco animal, quando aplicado às técnicas
da minhocultura, serve como alimento de minhocas
para que se possa iniciar uma produção
de adubo orgânico, o húmus de |
minhoca.
Segundo Afrânio Augusto Guimarães, zootecnista
especializado no assunto, “é uma cultura que
oferece aos criadores de gado uma forma de incrementar seus
lucros, uma vez que o húmus não é o
único produto da minhocultura”, explica.
Essa
prática vem crescendo por parte dos produtores, principalmente
com o advento da produção orgânica,
fazendo com que a minhocultura acabe por se tornar uma espécie
de braço direito dos produtores. “Falta ao
produtor de gado saber que pode transformar seu esterco
em uma fonte de renda fixa, que não demanda grandes
investimentos – ele só vai necessitar de uma
instalação, que pode ser um canto de galpão,
um paiol desativado ou, caso queira construir, uma estufa.
Além disso, pode também ocupar o tempo ocioso
de um empregado, a um custo bem inexpressivo”, comenta.
Para Afrânio, “eles (os produtores) estão
literalmente com a faca e o queijo na mão e não
estão sabendo”.
Entretanto,
alguns produtores já se utilizam dessa cultura para
aumentar a sua renda e aproveitar o esterco que se perde
com o tempo. É o caso do advogado e criador de gado
Fabiano de Cristo Cabral, que começou a ver na minhocultura
uma nova fonte de renda. “Minha intenção
era a de estar fabricando húmus, mas agora já
crio minhocas e as comercializo”, adianta.
Produção
tem custos baixos
Para
o produtor que tiver interesse em iniciar uma segunda criação
em sua propriedade, a minhocultura surge como uma boa opção.
Aproveitando-se da matéria-prima que possui em sua
fazenda, muitas vezes sem ser utilizada, o esterco vai servir
como alimento e o custo de seu novo criatório certamente
cairá muito, uma vez que esse subproduto agropecuário
é o que encarece a criação.
Atualmente,
na minhocultura, podem ser usados vários tios de
minhoca para iniciar um canteiro. As mais disseminadas no
mundo são a “vermelha-da-califórnia”
e a “gigante-africana”, espécies exóticas
que são reproduzidas no país. O quilo da minhoca,
atualmente, está entre R$15 e R$20. A “gigante-africana”
é a mais cara, por ser uma minhoca de dupla aptidão
– tanto serve para fabricar húmus, quanto para
iscas. Já a da califórnia não serve
para isca, porque é uma minhoca menor e mais mole.
(RM) Oito
vacas, toneladas de húmus
Em
Juiz de Fora (MG), há uma empresa que promete facilitar
a vida do criador, a Minhobox, que conta com 850 minhocários
implantados no mundo, apresentando a maior quantidade implantada
no Brasil, dividida entre os estados de São Paulo,
Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Tomando como base o produto
disponibilizado pela empresa, o pecuarista irá precisar
de seis colchões plásticos, que serão
instalados numa área de 40m², com uma cobertura
simples, sem necessidade de piso pavimentado, e vai usar
4m³ de esterco bovino (o esterco de quatro vacas adultas,
com 450 Kg cada, o dia todo estabuladas, ou oito vacas semi-estabuladas)
e obterá duas toneladas de húmus todo mês,
somente com essas quatro vacas, usando 40 horas de um homem
por mês. Com um minhocário desse tipo, é
possível fabricar duas toneladas de húmus
por mês.
No
mercado, a tonelada custa entre R$250 a R$300, mas, quando
vendido a granel, esse valor por tonelada chega a dobrar,
pois pode ser comercializado em sacos plásticos,
em menor quantidade, aumentando ainda mais a rentabilidade
e a venda do produto. No sistema tradicional de minhocultura,
a separação entre húmus e minhocas
leva a perda de muitos anelídeos, uma vez que essa
separação é feita através de
uma peneira que acaba matando uma boa parte desses animais
e causando, assim, prejuízos ao criador. (RM) |
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