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DIÁRIO DO GRANDE ABC
O que a minhoca come? (julho 2007)

As oito mil espécies de minhoca que se calcula existir no mundo podem se dividir em dois grandes grupos de acordo com o hábito alimentar: ou são detritívoras, por ingerirem resíduos orgânicos, ou são geófagas, por ingerirem terra.

         A minhoca se alimenta de folhas e animais em decomposição encontrados no solo. Para isso, come terra e retira dela esses elementos, eliminando os restos nas fezes. Essa mistura de cocô com terra é chamada húmus e serve de adubo, ajudando a vegetação a se desenvolver. Por dia, cada uma ingere quantidade de solo equivalente ao seu peso.
         Esse anelídeo – categoria a qual a minhoca pertence, por ter o corpo formado por anéis – deixa o solo fértil e presta grande ajuda à plantação, fazendo o papel de um verdadeiro trator. Ao cavar pequenos túneis, revira camadas de terra e engole seus grãos para se alimentar. Nessa tarefa, forma galerias subterrâneas por onde o ar e a água entram mais facilmente, nutrindo as raízes das plantas.
         É usada como isca porque se destaca na água pela cor, cheiro e movimentos, atraindo o peixe, que aprecia o sabor e seus nutrientes. A espécie puladeira-havaiana (Amynthas gracilis) e gigante-africana (Eudrilus eugeniae) são as melhores para pesca, entre as criadas em cativeiro. Das cerca de 8 mil espécies, 300 vivem no Brasil. Seu tempo de vida varia e algumas chegam a 16 anos. Prefere solos úmidos e há espécies adaptadas a grandes altitudes e a temperaturas abaixo de zero.
Minhocuçu
         Há minhocas de todos os tamanhos. A maior é a gigante-australiana (Megascolides australis), com o corpo cor-de-rosa-acinzentada e a cabeça vermelha, que chega a pesar 400 gramas, ter 2 centímetros de diâmetro e atingir quase 3 metros de comprimento.
         Toda minhoca grande é chamada de minhocuçu (variação de minhocaçu). No Brasil, a maior é o minhocuçu-mineiro (Rhinodrilus alatus), com até 2 metros, e a menor é a Marionina pituca, com menos de 1 centímetro, bem menor do que um grão de arroz. Nem macho, nem fêmea. Não há minhoca macho ou fêmea. Todas têm os dois sexos e, por isso, são chamadas de hermafroditas.          Os dois órgãos reprodutores ficam no clitelo, estrutura parecida com anel localizada na parte externa do corpo, perto da cabeça.
         Mesmo assim, uma minhoca precisa de outra para se reproduzir. Os animais se unem com a cabeça em direção oposta, trocam espermatozóides (célula reprodutora masculina), e as duas geram filhotes. O óvulo (célula reprodutora feminina) é fecundado no casulo, estrutura que se forma após o acasalamento.
Saiba Mais
         - A minhoca é utilizada na alimentação humana há milhares de anos por ter proteínas, vitaminas e minerais. É consumida na forma de farinha, como ingrediente de sopas e outras receitas. Os chineses fazem sopa com o próprio anelídeo, e os índios makiritare, da Venezuela, se alimentam de uma espécie azulada, que tem 50 cm de comprimento.
         - A minhoca era adorada no antigo Egito porque fertilizava as margens do Rio Nilo. Recebeu da rainha Cleópatra o título de animal sagrado. Ela mandava matar quem a levasse para outro território.
Faça um minhocário
         É fácil fazer um minhocário para poder observar o papel das minhocas na natureza. Você vai precisar de terra, areia, folhas de árvore, garrafa PET, pano grosso, papel alumínio e minhocas. Confira:
         1.Prepare uma mistura de terra com folhas já em decomposição. Você pode recolher as que já caíram da árvore.
         2.Pegue a garrafa PET, corte o gargalo fora e faça furos no fundo. Coloque uma camada de areia, uma camada da mistura preparada e uma de terra. Repita isso até faltar de 8 a 10 cm para encher a garrafa. Cada camada deve ter 2 cm.
         3.Coloque três ou quatro minhocas. Cubra a superfície com folhas de verdura velha e coloque meio copo de água.
         4.Cubra a garrafa com pano e envolva-a com papel alumínio para que as minhocas não percebam a luz.
         5.Só destampe a garrafa duas vezes por semana para acrescentar mais folhas. Diariamente, retire o papel alumínio para observar, mas cubra de novo. Acompanhe o trabalho das minhocas por, no mínimo, quatro semanas para notar as diferenças.

Reportagem de Patrícia Zwipp
Consultoria de Afrânio A
ugusto Guimarães, especialista em minhocultura.
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ã Copirraite Afrânio Augusto Guimarães
Zootecnista Minhobox