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A tecnologia Minhobox se representa em duas etapas distintas: uma primeira,
chamada de consumo, em que as minhocas transformam o substrato da caixa
em húmus, se deslocando de cima para baixo durante o período. Ao final
do consumo, insere-se o momento chave da técnica Minhobox: a passagem
das minhocas. Retira-se o fundo estrategicamente removível da caixa e
a acopla por cima de uma outra abastecida de mais substrato. Na segunda
etapa da técnica, as minhocas se transferem naturalmente para a caixa
inferior em busca de mais alimento e umidade maior, deixando húmus pronto
e puro na caixa superior.
Comparado com o
sistema
tradicional de
minhocultura em canteiros, o MINHOBOX apresenta certas vantagens: |
| Eliminação
do peneiramento ————————————————————— |
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Pelo sistema de criação em caixas, resolveu-se o maior problema
da minhocultura tradicional por dispensar a prática danosa do
peneiramento para separar as minhocas do húmus que produzem. Com
a passagem entre caixas, as minhocas se separam naturalmente do
húmus e ficam livres do peneiramento e do manejo convencional
com ferramentas cortantes: as minhocas descem para a caixa inferior
e deixam o húmus puro na de cima. |

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| Maior
aproveitamento do espaço ——————————————————— |
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Podendo verticalizar
o minhocário em baterias de até cinco níveis, ocupa-se menos espaço
do que precisa a minhocultura tradicional: numa mesma área onde
se produzem em canteiros 15 ton de húmus por período, as caixas
garantem a produção de 45 ton mensais do adubo em pequenos cômodos,
garagens, casas desocupadas, armazéns e galpões de criação animal
desativados. |

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Proteção
contra predadores
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Cobertas
individualmente por uma capa e instaladas sempre em locais fechados,
as caixas são também isoladas por funis antipredadores munidos
de uma graxa bloqueadora acoplados na base das estantes, conferindo
total proteção contra seus inimigos naturais. Em sistemas tradicionais,
a vulnerabilidade aos predadores não se decresce por valas d'água
ao redor dos canteiros ou pelos outros artifícios comumente usados. |

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Controle
zootécnico efetivo ———————————————————— |
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Através
de uma plaqueta-calendário, o minhocultor Minhobox dispõe
de um meio simples e prático para controlar as tarefas
de rotina do criatório: pinos com a cor de cada uma das
caixas são introduzidos no orifício do dia certo
do mês para indicar quando realizar a passagem das minhocas,
fazer a colheita do húmus, iniciar a incubação
dos casulos, alimentar filhotes e colher minhocas. |

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| Mobilidade
do minhocário
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O
minhocultor pode usufruir de uma empilhadeira manual que conduz
as caixas dentro do minhocário e as leva ao local de beneficiamento
e embalagem. Com a propriedade de as caixas serem transportáveis,
o minhocário pode ser perfeitamente transferido de instalação
sem interromper a produção, vantagem que não se repete com os
canteiros construídos e cravados no chão. |

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Dispensa
das reidratações ————————————————————— |
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Desenvolveu-se
uma cobertura para a caixa que promove escurecimento de seu interior
e preserva a umidade de seu conteúdo durante a humificação sem
impedir a oxigenação do substrato, tornando desnecessárias as
reidratações periódicas. As regas freqüentes exigidas pela técnica
de canteiros a céu aberto, além de acrescentarem mão-de-obra e
gasto de água, podem ser danosas à produção. |

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| Aproveitamento
maior da matéria-prima ———————————————— |
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Adotando
a densidade correta de minhocas e lhes oferecendo condições favoráveis
para atuação, a transformação do substrato em húmus se torna mais
completa nas
caixas.
A humificação no sistema convencional de minhocultura, por se
processar com maior lentidão, diminui a qualidade do substrato
e provoca um decréscimo no consumo, ocasionando desperdícios da
matéria-prima. |

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| Proteção
do húmus contra pragas —————————————————— |
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O
risco de infestação do húmus por ervas daninhas nos canteiros
através de sementes deixadas por fezes de pássaros, espalhadas
pelo vento ou liberadas pelas palhadas usadas para cobrir os canteiros,
foi contornado pela nova tecnologia. A transformação do substrato
em húmus ocorre no ambiente isolado de cada caixa, impedindo a
incidência de pragas que poderiam se disseminar nas culturas adubadas
com o excremento das minhocas. |

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| Superprodução
de minhocas ———————————————————— |
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As
caixas que abrigam as colônias-mães são povoadas com a quantidade
exata de minhocas por volume de substrato que propicia a máxima
eficiência reprodutiva. Os casulos deixados na caixa superior
da passagem entram numa prática específica de multiplicação do
Minhobox para a produção de minhocas. Os sistemas de criação tradicionais
desperdiçam casulos e minhocas recém-nascidas que vazam junto
com o húmus durante o peneiramento. |

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| Beneficiamento
facilitado do húmus ————————————————— |
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Precisando
beneficiar o húmus produzido pelo Minhobox, principalmente para
comercializá-lo em embalagens plásticas que o expõem, o peneiramento
do conteúdo das caixas se torna simplificado: sem a prática vagarosa
da catação de minhocas e podendo desidratar o húmus expondo-o
ao sol ou em secador, as malhas da peneira pouco se congestionam.
O peneiramento do húmus obtido pelo sistema de canteiros fica
complicado por nem sempre estar em umidade de peneirá-lo e não
ter como desidratá-lo por conter minhocas. |

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| Praticidade
na criação ———————————————————————— |
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Em
face da simplicidade das tarefas de rotina em que se excluem as
operações de peneiramento, catação, regas e combate aos predadores,
o Minhobox reduz consideravelmente os serviços. A mão-de-obra
se restringe ao preparo do substrato e com o manejo do criatório,
colhendo húmus e sobrepondo caixas. |

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| Produção
asséptica ————————————————————————— |
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A
técnica Minhobox permite que as caixas sejam higienizadas periodicamente
através de lavagens simples com solução de sabão lhes promovendo
assepsia e asseio. A criação em caixas, que não exala mau cheiro
e nem atrai insetos, pode ser instalada até mesmo em estabelecimentos
domésticos. |

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| Obtenção
de dieta viva ——————————————————————— |
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Pelo
fato de a técnica Minhobox poder paralisar o desenvolvimento de
minhocas jovens das caixas de multiplicação no comprimento que
permite a ingestão por animais de pequeno porte, gera-se um outro
produto da minhocultura: a dieta viva na alimentação de rãs e
animais de estimação (peixes, pássaros, répteis
etc). |

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| Utilização
de espécies não comerciais ———————————————— |
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O
manejo de produção do sistema Minhobox, que não submete as minhocas
a qualquer tipo de agressão, especialmente ao peneiramento praticado
nos sistemas de canteiros, admite experimentar a criação de outras
espécies de minhocas frágeis, quebradiças, suscetíveis ao manuseio
e muito pequenas, diferentes das minhocas comerciais gigante-africana
(Eudrilus eugeniae) e vermelha-da-califórnia (Eisenia
andrei). |

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| Rentabilidade
mais elevada ————————————————————— |
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Economizando
mão-de-obra com a praticidade da produção, aproveitamento melhor
a matéria-prima e obtendo produtos mais qualificados, a rentabilidade
que se alcança com a minhocultura em caixas supera a margem de
lucro gerada pela criação de minhocas em canteiros. |

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