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Se
aproveitado como matéria-prima na minhocultura, o esterco
de cavalos, puro ou misturado à serragem de madeira ou
feno, pode gerar renda extra para cobrir despesas do haras.
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Ele
não encontraria jamais a imponência e nem o brilho das
crinas de um corcel negro numa singela minhoca, mas o eqüinocultor
pode galopar de satisfação se associar seu haras com a
minhocultura. Ligando a criação de cavalo com a de minhoca,
ao esterco produzido pelo primeiro, a outra dá destino rentável
em dose cavalar.
E
cai do cavalo quem diga que o esterco eqüino não tenha utilidade
e muito menos sirva para suprir um minhocário. A exemplo de outras
atividades zootécnicas, como a pecuária leiteira, o confinamento
de bois e a exploração comercial de aves, porcos, ovelhas,
cabras e outros animais, a criação de cavalos, mulas e
jumentos gera um resíduo orgânico de boa qualidade que
estriba um haras ao transformá-lo em alimento de minhocas.
Através
das técnicas de minhocultura em caixas e em colchões plásticos,
o esterco recolhido das baias e piquetes, puros ou misturados à
serragem de madeira ou feno descartado, pode perfeitamente se converter
em renda extra para custear os gastos rotineiros com a compra de ração
e medicamento para os animais.
Um
caminhão desse lixo, através dos métodos de criação
de minhocas Minhobox ou Minhobed, pode gerar, por exemplo, três
mil quilos de húmus de minhocas por mês, comercializáveis
ao preço que varia entre R$300,00 a R$800,00 por tonelada, conforme
a apresentação do produto: a granel ou embalado em pacotes
de pesos menores.
Através
desses seis metros cúbicos dos resíduos de haras, também
se pode obter dezesseis quilos de farinha de minhocas mensalmente, avaliados
no mercado em mais de R$2000,00, para compor a dieta de peixes ornamentais
e passarinhos, como suplemento protéico.
Um
criatório de minhocas em caixas ou colchões cheias com
esse mesmo volume do esterco eqüino ajuntado com o material absorvente
das baias também podem obter quarenta e cinco milheiros de iscas
todo mês, com a possibilidade de serem vendidos a R$4500,00 a
pescadores.
Por
outro lado, o criador de cavalos tem também a alternativa de
utilizar toda a produção do minhocário em prol
de sua propriedade: o húmus das minhocas pode fertilizar o solo
das capineiras com melhor êxito do que se fosse aplicado o esterco
apenas curtido e as minhocas desidratadas podem ser fornecidas aos próprios
cavalos, suprindo a exigência de proteína, fornecendo-lhes
aminoácidos de excelente qualidade e agindo como potente suplemento
mineral e vitamínico, por disponibilizar, principalmente, o ferro
e a vitamina B.
E
o eqüinocultor não pode tirar o cavalo da chuva ao deixar
de investir na minhocultura por entender de que se trata de uma atividade
onerosa. Além de se despender com pouco capital na implantação
de um minhocário, os custos diretos na produção
de húmus e minhocas, representados principalmente pela mão-de-obra
e matéria-prima, são inexpressivos, considerando-se que
já dispõe do esterco para abastecer o minhocário
e pode dirigir serviços a algum tratador de cavalo menos ocupado.
Num
haras consorciado com a minhocultura, se porventura se deparar com um
cavaleiro montado batendo seu chapéu no pescoço do cavalo,
compreenda como um gesto de gratidão. Lá mesmo, ao ver
um ginete batendo sua ferradura ao solo, compreenda como o cumprimento
as suas parceiras que vivem aos seus pés.