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Boletim da Minhoca
O Minhodic é uma seção do Portal da Minhoca que reúne os significados dos verbetes mais comuns ligados às minhocas e à minhocultura, publicados bimestralmente na seção "Dicionário" do Jornal da Minhoca.

Letra B

  • Letra B
  • Verbetes iniciados em "B" relacionados com a terminologia particular da minhoca e da minhocultura.

BACTÉRIA – é o grupo de microorganismos unicelulares procariotas, desprovidos de envoltório nuclear e organelas membranosas, de vida livre ou parasita, que ocorrem sob as formas de cocos, bacilos, espirilos. Imprescindíveis na decomposição de resíduos orgânicos que servem à minhocultura, as bactérias também vivem no intestino das minhocas desempenhando papel importante na degradação do substrato ingerido.

BIOMASSA - é a quantidade total de matéria viva ou a de indivíduos de uma espécie em um determinado hábitat, também designada por biota. A biomassa de um solo, por exemplo, é determinada não só pelas minhocas como por pequenos insetos, aracnídeos, moluscos, protozoários, bactérias, actinomicetos, fungos, algas e nematóides, estimada em peso ou número de seres vivos por peso da terra.

BIOPOROS - são os orifícios construídos pela movimentação de microorganismos no solo que interferem na drenagem e retenção de água, condições preponderantes ao bom desenvolvimento vegetal. As minhocas são os principais animais responsáveis pela porosidade de um determinado solo vivo, não só pela construção de suas galerias, mas também pelas mudanças estruturais originadas pelo processo de dejeção.

BIOLUMINESCÊNCIA - é a capacidade que numerosos organismos têm de gerar luminosidade provinda de uma reação química, onde um tipo de substrato chamado luciferina é oxidado por uma enzima, a luciferase, na presença de oxigênio. Existe uma pequenina espécie de minhoca habitante de profundas cavernas australianas que é bioluminescente e produz luz entrecortada perfeitamente visualizável quando passa por seus túneis nas camadas menos espessas do teto.

BIOTURBAÇÃO - é a pertubação da estrutura dos sedimentos decorrente da ação de seres vivos que os deformam ou os misturam, alterando a estrutura sedimentar a que se sobrepõe. A exemplo dos buracos de caranguejos e pegadas de animais, há bioturbações também causadas pelas minhocas: a atividade delas quando muito populosas nos solos de arrozais irrigados compromete a ereção das plantas e o tombamento conseqüente prejudica a colheita de arroz.

BIPALIUM KEWENSE - é um platelminto de habitat úmido, com cabeça semicircular, corpo cilíndrico, fino, ventralmente achatado e pigmentado em tom de verde escuro com o dorso estampado com listras escuras longitudinais, que pode atingir até meio metro de comprimento. Originária da região entre China e Índia, essa planária terrestre é importante na minhocultura por ser uma potente predadora de minhocas.

BOCA - é a parte inicial do tubo digestivo da minhoca situada no primeiro segmento de seu corpo, denominado perístoma, responsável pela captura do alimento e pela ação exploratória e de desimpedimento do substrato por onde caminha. Antes de a boca se comunicar com a faringe, encontra-se a cavidade bucal: uma pequena câmara que detecta a palatabilidade do alimento ingerido. 

BOLO-DE-NOIVA - é o nome vulgar dado à formação de montículos com formato cônico-arredondado na superfície do solo em decorrência da dejeção superposta de excrementos de minhocas geófagas. Indicadores da atividade das minhocas, os murundus, mais abundantes nos meses chuvosos, influencia diretamente na agregação e porosidade da camada superficial como também a dinâmica da matéria orgânica no perfil do solo.

BONGÔ - é um diplópode de corpo cilíndrico colorido brilhantemente em castanho, que se locomove lentamente por dezenas de pequenas patas, em ondas de trás para frente. Tal como certas minhocas, o piolho-de-cobra, (Gymnostreptus olivaceus), uma de suas numerosas denominações, é decompositor, podendo ser encontrado em restos orgânicos usados como matéria-prima na minhocultura.

BUCHADA - é o nome que comumente se dá ao bolo alimentar obtido do esvaziamento do estômago de bois abatidos em frigoríficos. Ainda que não tenha passado por todo o processo digestivo e, por isto, se apresentar ainda fibrosa, este “pré-esterco” consiste numa excelente alternativa de matéria-prima para a minhocultura e fonte extraordinária de renda para abatedouros, com qualidade de substrato para a criação de minhocas similar à do esterco bovino.

BULBO FARÍNGEO - é nome que se dá ao conjunto de células glandulares localizadas na parede dorso-lateral da faringe, que de tão aglomeradas, dão o aspecto irregular e lobulado a esta região do sistema digestivo. Formado por tais células que são cromófilas, já que têm afinidade por certos corantes químicos em estudos histológicos, o bulbo ou massa faríngea é responsável pela secreção salivar das minhocas.

 

Afrânio Augusto Guimarães - zootecnista / MINHOBOX

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