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Esterco fresco

  • Esterco fresco
  • Porque o esterco fresco de vacas em lactação é a matéria-prima mais recomendável à minhocultura?
    Cristina Maria Barbosa - Santos Dumont, MG.

As principais espécies de minhocas adotadas na minhocultura como a vermelha-da-califórnia (Eisenia andrei), a gigante-africana (Eudrilus eugeniae), a violeta-do-himalaia (Perionyx excavatus) e a aninha-verde (Dichogaster annae), são, essencialmente, detritívoras e, como tais, requerem somente detritos orgânicos na composição de seus alimentos.

Via de regra, a minhocultura sempre esteve associada à reciclagem de algum tipo de resto orgânico: mediante a disponibilidade do resíduo, montava-se uma criação de minhocas como uma atividade ecológica e rentável para reciclá-lo.

Entretanto, se o objetivo de empreender-se na minhocultura vier prioritariamente e se puder optar pelo tipo de resíduo orgânico, o esterco fresco de vacas em lactação é a escolha por matéria-prima mais recomendável, pelos seguintes motivos:

 

Esterco fresco

Qualidade nutricional

Numa pecuária bem conduzida, independentemente da escala de produção, a dieta de vacas lactantes deve ser ajustada levando-se em conta a necessidade de suplementação para a produção do leite. Os animais, então, recebem um percentual maior de proteína na ração para lhes permitirem expressar o maior potencial na obtenção de um produto rico neste nutriente.

Assim, as fezes destas vacas, inevitavelmente, serão mais ricas em proteína se comparadas com o esterco de vacas secas ou de bois confinados, por exemplo.

Especialmente numa minhocultura priorizada para a obtenção de minhocas, uma matéria-prima mais rica em proteína, como o esterco de vacas em lactação, é recomendável para se atender às exigências reprodutivas e de desenvolvimento das minhocas.

Indiretamente, o húmus produzido num minhocário suprido por este tipo de esterco também expressará em sua composição química teor mais elevado de nitrogênio, o elemento principal da composição química de uma proteína.

 

Esterco fresco

Conversão

O tratamento prévio a que deve ser submetido o esterco bovino fresco é relativamente curto e invariável, se comparado com outros tipos de esterco, como o de porcos, de cavalos e de ovelhas, por exemplo. Se organizado em leiras, revolvido periodicamente e mantido umedecido, o esterco fresco puro se converte em alimento para minhocas em três semanas, sem muitas variações.

Após este período, esta matéria-prima ganha a granulação desejável com partículas de diâmetro médio de 2,5 cm, perde a toxicidade original, baixando os teores de excretas nitrogenadas a níveis toleráveis, se tornando assimilável às minhocas e deixa de fermentar, ganhando temperatura próxima à do ambiente.

Neste processo de conversão do esterco bovino fresco em substrato para a minhocultura se atinge a estabilização de uma microfauna aeróbica e decompositora, depois da proliferação e do desenvolvimento máximos.

 

Esterco fresco

Disponibilidade

O consumo muito comum de produtos lácteos e a adaptabilidade da bovinocultura leiteira para se instalar sob a diversidade de condições climáticas, edáficas e topográficas fazem com que as fazendas se dispersem por todas as regiões sem muitas restrições. Assim, o esterco de vacas leiteiras se torna relativamente disponível, podendo consegui-lo com razoável facilidade.

Entretanto, obtê-lo ainda fresco para a minhocultura é questão de planejamento do minhocultor e do acordo com os fazendeiros fornecedores: o esterco deve ser rotineiramente removido dos currais, levado para um depósito próximo deles, recolhido e transportado ao minhocário sem muita demora para ser tratado assim que chegar ao minhocário.

 

Esterco fresco

Custo

Como não possui a mesma demanda do esterco conhecido por curtido, que é comercializado como adubo orgânico, o esterco fresco de vacas tem menor preço de mercado. Se comparado com outros tipos de lixo orgânico usados na minhocultura, como restos vegetais, cama de haras e bagacilho de cana, por exemplo, o esterco bovino é mais caro. Um caminhão com carroceria de 6m³ desta matéria-prima custa, aproximadamente, R$500,00, incluindo as despesas de carregamento e frete.

Este caminhão carregado com o esterco fresco abastece mensalmente 3 UPM (Unidade de Produção de minhocas) do Minhobed, com 18 colchões, por exemplo, que produz, todo mês, 150kg de minhocas e 3ton de húmus. Em se considerando que esta matéria-prima pode ser aproveitada em até 90%, que através dela se obtém produtos de melhor qualidade, que ela se constitui em 70% dos custos fixos e que o faturamento mensal bruto pode atingir R$9500,00 com a venda dos dois produtos, se estima uma lucratividade expressiva para esta minhocultura.

 

Afrânio Augusto Guimarães – zootecnista / MINHOBOX
Jornal da Minhoca - edição 75 - abril de 2017
Atualizada em novembro de 2019
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