GALERIAS – são os túneis que se formam em solos compactos por onde caminha a minhoca, que ao dilatar seu corpo, molda a galeria e excretando o líquido celomático, mantém suas paredes revestidas e firmes. Favorável à drenagem de solos, estas formações, características da atividade de minhocas geófagas, recebem às vezes algumas ramificações destinadas à postura e ao incubatório de casulos . (Jornal
da Minhoca nº 12)
GÂNGLIOS – são grupo de corpos celulares nervosos, separados e atuando como um centro de influência nervosa, que se repete em todos os segmentos do corpo da minhoca, os gânglios, de onde saem três pares de nervo laterais, se conectam entre si, formando o cordão nervoso no assoalhado do celoma, do prostômio até a cavidade anal . (Jornal
da Minhoca nº 14)
GARANTIA DE RECOMPRA – é o esquema de empreendimento financeiro que atrai pessoas interessadas os produtos da minhocultura, especialmente minhocas, a grupos organizados de pessoas: o minhocultor paga uma taxa pelas matrizes, assistência técnica e a garantia de recompra por um preço estabelecido de 6 meses até 5 anos. Iniciada na década de 70 na Califórnia, EUA, esta modalidade de negócio não perdurou por não poder cumprir as metas contratuais. (Jornal
da Minhoca nº 30)
GEÓFAGA – é a denominação dada a certas espécies de minhocas que ingerem predominantemente grânulos de terra, de onde habilmente absorvem o sustento nutritivo, facilmente identificadas pelo exame do conteúdo do esôfago: restos orgânicos amorfos, sem estrutura celular reconhecível, misturados a partículas minerais. O minhocuçu, a minhoca gigante que ocorre em Minas Gerais, Rhinodrilus alatus, representa bem tal grupo. (Jornal
da Minhoca nº 09)
GEOTROPISMO – é a reação de aproximação ou afastamento de certas criaturas em relação à força gravitacional gerada por vários fatores. A minhoca, por exemplo, sob a condição de ressecamento, apresenta o geotropismo positivo e, portanto, se aprofunda no solo para assegurar suas funções vitais. (Jornal da Minhoca nº
03)
GGE – é o nome comum dado à espécie comprida de minhoca, Megascolides australis, habitante de Gippsland, uma restrita área de cem hectares ao sul da Austrália. A Gippsland Giant Earthworm (Minhoca Gigante de Gippsland), produz casulos de 8cm que podem demorar até 14 meses pra eclodir, tem o corpo pigmentado em rosa acinzentado, com diâmetro médio de 2cm, podendo alcançar o comprimento de 3,30m . (Jornal da Minhoca nº 45)
GILBERT WHITE – foi um naturalista inglês que primou pelo pioneirismo em observar e descrever a fauna e flora de sua região com habilidade de difundir com persuasão suas teorias sobre a natureza. No seu livro "The Natural History and Antiquities of Selborn" publicado em 1789, o papel importante das minhocas no desenvolvimento vegetal foi destacado quando também sumariou a atuação do anelídeo como sendo "os intestinos da terra". (Jornal da Minhoca nº 55)
GIGANTE-AFRICANA – é o nome comum dado à minhoca tratada cientificamente como Eudrilus eugeniae, originária da África Ocidental, que tem o corpo pigmentado em vermelho amarronzado, iridescente quando exposto à luz, medindo cerca de 20 cm, podendo chegar aos 35. Esta espécie, que tem clitelo iniciando-se a partir do 12º segmento, tem sido explorada comercialmente como isca para pescaria . (Jornal da Minhoca nº 11)
GIGANTE AUSTRALIANA – é o nome comum dado à minhoca denominada cientificamente de Megascolides australis, habitante de uma restrita área de 100ha no sul da Austrália. Conhecida lá como GGE, (Gippsland Giant Earthworm), tem o corpo pigmentado em rosa acinzentado, pode alcançar o comprimento de 3,30m, diâmetro de 2cm e põe casulos de 8cm que podem demorar até 14 meses para eclodir. (Jornal da Minhoca nº
13)
GILBERTO RIGH – foi o biólogo, especialista em taxonomia de oligoquetas que se dedicou ao estudo e descrição das minhocas da América do Sul, especialmente do gênero Glossoscolecidae, endêmicas do Brasil e Amazônia. Vivendo de 1937 a 1999, o renomado taxônomo, professor e doutor, foi docente do departamento de zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. (Jornal
da Minhoca nº 52)
GLÂNDULAS LINFÁTICAS – são pequenos corpos esbranquiçados de textura esponjosa, ajuntados em duplas, localizados entre a parede do corpo da minhoca e o tubo digestivo, sempre ao lado do vaso dorsal. As glândulas linfáticas, que na minhoca puladeira-havaiana (Amynthas gracilis) se situam do décimo segmento para trás, produzem as células fagocitárias existentes no líquido celomático. (Jornal da Minhoca nº 41)
GLÂNDULAS SANGUÍNEAS – são três pares de estruturas esponjosas localizadas de cada lado da região compreendida pela faringe e esôfago da minhoca, entremeadas com tufos de nefrídeos e de coloração róseo-avermelhada. As glândulas sanguíneas são as responsáveis pela produção de células sanguíneas, distribuídas ao longo do corpo da minhoca. (Jornal da Minhoca nº 29)
GONDUÂNICA – é o nome que se dá às famílias de minhocas Ocnerodrilidae, Acanthodrilidae e Octochaetidae que ocorriam no antigo continente chamado de Gondwana, formado pela união das atuais América do Sul, África, Austrália, Índia, Nova Zelândia e Ilhas adjacentes. No Brasil, há espécies das famílias gonduânicas nativas e também introduzidas por ação do homem. (Jornal da Minhoca nº 27)
GRANULAÇÃO – é o aspecto da textura do substrato dos minhocários quanto ao tamanho de seus componentes de fundamental importância no deslocamento das minhocas. Substratos com granulação fina, ou seja, formados por partículas com diâmetro médio muito inferior a 2,5 centímetros, são mais compactos, menos aerados e desfavorecem a locomoção do anelídeo complicando a busca por alimento, o encontro de parceiros para cópula e o alinhamento requerido no acasalamento. (Jornal da Minhoca nº 43)
GTA – é o documento válido em todo o território brasileiro emitido por secretarias do governo de defesa animal que traz as informações sobre o trânsito animal: a espécie, a idade, a procedência, a sanidade, a finalidade e o meio de transporte. O guia de Trânsito Animal (GTA), requerido também para o transporte das ditas minhocas exóticas comerciais vermelha-da- califórnia (Eisenia fetida) e gigante-africana (Eudrilus eugeniae), reprime o comércio ilícito de espécies nativas silvestres como iscas, os minhocuçus. (Jornal da Minhoca nº 33)