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DEJETO - é o produto de excreção fecal, comumente misturada à urinária, de origem animal que tem composição química variável com alimentação, regime de estabulação, idade e espécie animal. Os dejetos, que influenciam na obtenção de húmus e minhocas, consistem nos mais importantes e comuns tipos de matéria-prima utilizada na minhocultura, representados principalmente pelos de bovinos, suínos, eqüinos, caprinos, ovinos etc. (Jornal
da Minhoca nº 19)
DENSIDADE POPULACIONAL - é a relação entre o volume de minhocas e o volume de substrato. A densidade populacional em um determinado criatório muito influencia, com variação para as espécies comerciais, na velocidade de humificação do substrato, no desenvolvimento de filhotes, no estado de vigor dos indivíduos e na intensidade reprodutiva da minhoca. (Jornal
da Minhoca nº 36)
DESDOBRA - é a expressão utilizada por minhocultores que utilizam o sistema de criação de minhocas em canteiros para designar o ato de adição do substrato humificado contendo matrizes, filhotes e casulos em canteiros despovoados. A desdobra é geralmente feita por iniciantes na minhocultura quando ainda se pretende multiplicar o plantel de minhocas para ampliar o criatório. (Jornal
da Minhoca nº 31)
DETRITÍVORAS - são certas espécies de minhoca que se alimentam predominantemente de detritos, facilmente identificadas pelo exame do conteúdo do esôfago anterior e moela: restos orgânicos com estrutura celular reconhecível. As espécies de interesse comercial, gigante-africana (Eudrilus eugeniae) e vermelha-da-califórnia (Eisenia andrei), representam bem tal grupo. (Jornal
da Minhoca nº 08)
DIAPAUSA - é o comportamento de inatividade temporária em que se inserem as minhocas em decorrência de condições ambientais de sobrevivência adversas como escassez de alimento e limites extremos de temperatura, umidade e acidez. Na diapausa, as espécies Allolobophora longa e Allolobophora nocturna, por exemplo, cessam a alimentação, esvaziam o canal digestivo e constroem uma pequena câmara oval revestida de muco onde se enrolam e dispõem suas duas extremidades no centro do novelo para reduzir ao mínimo a perda de água corpórea. (Jornal
da Minhoca nº 43)
DICHOGASTER ANNAE - é a espécie de minhoca originária da faixa leste-oeste da África e classificada como estraminicícola por se alimentar de resíduos orgânicos e preferir viver no meio deles. Pigmentada por uma bela cor azul-esverdeada e atingindo o comprimento médio de cinco centímetros quando adulta, esta minhoca tem importância na minhocultura por produzir húmus de granulação bem fina e servir de alimento vivo para peixes de aquário. (Jornal
da Minhoca nº 60)
DISPERSÃO - é o ato de migração das espécies de minhocas das regiões de onde são originárias para diferentes partes do mundo. Dificultada de se dispersar por barreiras naturais (mar, rios, tipo de solo e clima) e por seus meios próprios – o mecanismo locomotor e imobilidade de seus casulos desfavorecem a dissipação – a minhoca se espalhou pelos continentes por ação do homem. (Jornal
da Minhoca nº 28)
DISSECAÇÃO - é a separação das partes do corpo da minhoca através de material cirúrgico, para estudo anatômico minucioso que permite a didática e a identificação das espécies (taxonomia). A observação e retalhação dos caracteres internos se fazem por incisão na parte dorsal do corpo da minhoca, feita desde a extremidade anterior até o início do intestino. (Jornal
da Minhoca nº 17)
DRILOSFERA - é o ambiente em que se incluem as minhocas habitantes do solo mineral, denominadas endogéicas, e o solo que elas influenciam por meio de suas galerias, câmaras, alimentação, fezes e excretas. Contribuídas pela rizosfera (raízes e solos adjacentes) e termitosfera (insetos, especialmente cupins, e solos habitados), a drilosfera age como um sistema regulador das condições de vida do solo. (Jornal
da Minhoca nº 24)
DUTO DA ESPERMATECA - estrutura tubular fina que une a parte bojuda da espermateca — a cavidade saciforme que recebe e armazena os espermatozóides da minhoca parceira durante o acasalamento — ao seu respectivo poro. Durante a fertilização, os dutos das espermatecas na espécie puladeira-havaiana (Amynthas gracilis), por exemplo, conduzem os espermatozóides até os três pares de poros localizados entre os segmentos cinco e oito de seu corpo. (Jornal
da Minhoca nº 42)
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Afrânio
Augusto Guimarães – zootecnista / MINHOBOX |
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